A liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para todos os trabalhadores das cidades atingidas pelas enchentes no Alto Vale do Itajaí em setembro vai depender de decreto a ser assinado pela presidente Dilma Rousseff. Ainda não há prazo para que esta autorização seja feita, mas o prefeito de Rio do Sul, Milton Hobus, obteve em várias audiências em Brasília (DF), nesta semana, garantias de que a decisão será o mais rápido possível.
Hobus pediu apoio de toda a bancada de deputados e senadores catarinenses para ajudar nesta solicitação, e que este valor que deverá estar disponível para aproximadamente 54 mil trabalhadores, será uma fonte importante de recursos para reerguer e ajudar a restabelecer a economia local que ainda sofre com as consequências de uma das piores catástrofes já acontecidas no Alto Vale do Itajaí. “Queremos que todos os trabalhadores tenham direito a resgate de 100% dos depósitos”.
O prefeito retorna a Brasília na próxima semana, onde continua a busca por recursos para áreas estratégicas que foram fortemente abalados pela enchente. A pauta da semana que vem inclui reuniões no Ministério das Cidades, para confirmar o início de projetos para construção de 500 novas moradias em Rio do Sul, dentro dos moldes do Programa Minha Casa Minha Vida. Hobus lembrou que outras cidades do Alto Vale também serão beneficiadas com pelo menos 200 moradias.
No Ministério da Educação, o prefeito obteve resposta positiva para auxílio na construção de quatro unidades de ensino novas, substituindo as existentes nos bairros Bela Aliança, Taboão, Sumaré e Laranjeiras, que ficam em regiões muito baixas ou que precisam de melhorias. O valor que deve ser investido é em torno de R$ 5 milhões, contemplando novas unidades e também reformas e compra de equipamentos.
Já para a área de saúde, o prefeito mostrou todos os problemas causados pelas cheias nas estratégias de saúde da família, sendo que pelo menos R$ 1,5 milhão deve ser liberado para recuperação de pelo menos oito unidades.
“Tivemos uma recepção muito forte na capital federal e com vários relatórios, apresentamos diversos problemas causados pela enchente na cidade. Agora temos de correr atrás de projetos completos para cada uma das obras necessárias, para recuperar os serviços básicos do município o mais rápido possível”.
Governo do Estado anuncia recursos
Em audiência com o governador Raimundo Colombo, o prefeito Milton Hobus ressaltou todas as dificuldades causadas pelas enchentes na cidade no mês de setembro. Por isso, Colombo anunciou a liberação de R$ 3,2 milhões que poderão ser utilizados para obras na Estrada Boa Esperança, no bairro Fundo Canoas, mas sem a necessidade de contra-partida do município.
A repavimentação da Estrada da Madeira, entre os bairros Budag, Barragem e Barra do Trombudo também poderá ser feita neste estilo, sem a necessidade de subsídio municipal. “Ficaremos responsáveis pelos projetos, o que nos dá um fôlego para realizar estas obras importantes e liberar recursos para outras áreas que estão deficitárias”, avalia o prefeito.
O governo federal revisou o valor de apoio dado para Santa Catarina anunciado dia 12 de setembro. Naquela data, o governador mencionou a utilização de R$ 300 milhões para obras de infra-estrutura, mas o valor agora subiu para R$ 500 milhões, devido às avaliações mais detalhadas dos estragos causados nos municípios. Deste bolo, R$ 10 milhões estão confirmados para Rio do Sul, para que sejam aplicados em obras de recuperação de ruas, sistemas de drenagem, pinturas e reformas de prédios públicos, como a Fundação Municipal de Desportos, Fundação Cultural, Centro de Eventos Hermann Purnhagen e outros locais que tiveram prejuízos causados pelas enchentes.