A Defesa Civil de Rio do Sul espera concluir até março do ano que vem, o novo Plano de Contingência de Enchentes e Desastres Naturais, reformulando as diretrizes técnicas e práticas de como deve ser a ação em situações de enchentes, alagamentos, deslizamentos de terra ou outras ocorrências naturais. Uma atualização no documento feito em 2005 é necessária para melhor organizar as propostas para ações emergenciais de órgãos de segurança e de serviço durante as ocorrências.
A nova proposta será montada com as sugestões apresentadas por representantes de diversas entidades, órgãos de segurança e governamentais em um Seminário realizado na Unidavi. Segundo o diretor da Defesa Civil de Rio do Sul, André Wormsbecher, as proposições foram muito positivas e mostram grandes prioridades para a área de prevenção, planejamento e ação em situações de desastres naturais. Agora, um novo texto será formado e eventualmente, as entidades participantes da audiência poderão ser novamente consultadas.
O diretor lembra que, mais importante do que propostas de planejamento, um plano de ação para tentar amenizar ocorrências como a enchente no mês de setembro deste ano precisam ser avaliadas o quanto antes. “Não descartamos o desassoreamento de rios e ribeirões, mas a prioridade que tínhamos há alguns meses com projetos já finalizados, mudaram completamente. Cada nova ação terá de ser muito bem planejada”, avalia.
Uma das propostas apresentadas durante o seminário diz respeito a estrutura da Defesa Civil, tanto física, como de pessoal. André não descarta a possibilidade de implementação também de novos sistemas de alerta e alarme e até mesmo modificações no Plano Diretor com relação a ocupação de áreas de risco que surgiram após os eventos de setembro.
Uma nova planilha com o nível de alagamento para cada rua da cidade poderá ser renovado com a implantação do sistema de Georreferenciamento. O projeto já foi aprovado e depende apenas de liberação de recursos via Secretaria do Tesouro Nacional, pela Caixa. O investimento de aproximadamente R$ 1 milhão para o georreferenciamento possibilita um mapeamento geral da cidade com um banco de dados completo sobre saneamento básico, saúde, educação, populacional entre tantos outros. “Este mapa é uma fotografia muito ampla da cidade, com todos os detalhes de informações sobre cada região. Isso nos dá condições de elaborar planos mais específicos sobre cada área de Rio do Sul”, finaliza o diretor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário