terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Saúde apresenta balanço de atendimentos nas últimas semanas

Um levantamento apresentado pela Secretaria de Saúde de Rio do Sul mostra que o excesso de demanda de consultas médicas no Pronto Socorro no Hospital Regional Alto Vale (HRAV), poderia ter sido minimizado no período entre o Natal e Ano-Novo e também na primeira semana de janeiro.
Com o fechamento temporário de algumas unidades nos bairros até o dia 18 de janeiro, a equipe médica foi remanejada para ajudar no atendimento na Policlínica de Referência, no Centro. Os pacientes destas regiões (Barra do Trombudo, Bela Aliança, Boa Vista, Budag, Canta Galo, Laranjeiras, Loteamento Santa Clara, Santana e Taboão), têm como opção procurar preferencialmente a própria Policlínica para agendar consultas e exames. Só que muitas vezes, o paciente vai até o Pronto Socorro do Hospital Regional sem necessidade, pois o atendimento solicitado não se caracteriza como urgência ou emergência, que é a prioridade no local.
Entre os dias 20 de dezembro e 6 de janeiro, a equipe de médicos da Policlínica tinha capacidade para realizar 1.649 atendimentos de clínica geral, mas apenas 1.323 foram efetuadas. Inclusive 219 pacientes eram aguardados em consultas agendadas para este período, mas 85 deles faltaram. O restante da demanda criada gera espaço em aberto na agenda dos médicos, caso que poderia ter sido evitado com a melhor utilização do sistema por quem procurou como alternativa, o Hospital Regional.
A Policlínica de Referência Regional mantém, neste início de ano, médicos disponíveis para atendimento na área de clínica geral. Durante o ano, a demanda é sempre preenchida, mas como entre dezembro e janeiro houve sobra de vagas, o aproveitamento não foi realizado de forma plena.
Casos crônicos ou doenças agudas de menor gravidade (como grande parte de infecções por vírus ou bactérias, infecções gastrointestinais ou resfriados), são situações que devem ser encaminhados para a Policlínica, mesmo que o paciente tenha sentimento de que é um caso emergencial. “Compreendemos a necessidade de algumas pessoas, mas o Pronto Socorro dará sempre prioridade para emergências, onde o estado de saúde do paciente é grave, como em casos de vítimas de acidentes de trânsito ou doenças em estágio avançado”, explica a secretária de Saúde, Mirian Silva. A estrutura do município é capaz de atender a esta demanda que não se caracteriza como urgência emergência, ajudando a solucionar parte da equação que levou preocupação à administração do HRAV.
As unidades de saúde dos bairros Barragem, Bremer, Fundo Canoas e Santa Rita não interromperam as atividades no período de final de ano, com atendimento médico diário e em horário normal. Inclusive os moradores dos bairros mais próximos poderiam utilizar estes locais como referência, como é o caso da Valada São Paulo (para o Santa Rita), Navegantes (para o Bremer) e Progresso (bairro Fundo Canoas).
Nestes bairros, a demanda também foi abaixo da capacidade de atendimento da unidade. No bairro Barragem, por exemplo, dos 342 atendimentos possíveis, 151 foram realizados. No Bremer, 432 estavam disponíveis e a demanda foi de 278, parecido com o do bairro Santa Rita, onde a capacidade também era 432 e houve procura de 333 atendimentos. O Programa de Saúde da Família do bairro Fundo Canoas foi o mais acionado, com 348 atendimentos dos 492 disponíveis.
Ao avaliar os dados ao longo do período, a secretária Mirian lembra que a diminuição da demanda tanto na Policlínica como nas unidades que permanecem abertas é comum, por ser um período em que muitas pessoas costumam viajar de férias. “Entretanto, observamos que em muitos dos casos onde o cidadão procurou o Hospital Regional, a solicitação poderia ter sido resolvida no próprio bairro onde ela reside, reduzindo filas e tempo de espera”.

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